domingo, 30 de maio de 2010

Hospital de Nova Iorque pede desculpas para enfermeiras punidas por recusarem facilitar aborto



O presidente de um hospital de Nova Iorque reverteu punição contra oito enfermeiras que se recusaram a participar de um aborto, e divulgou um pedido de desculpas para algumas delas, noticiou o jornal Newsday na quinta-feira. Contudo, permanece a dúvida se o hospital teria persistido na coerção das enfermeiras, em conflito com a lei federal e a lei de Nova Iorque, se o caso da paciente tivesse sido acuradamente avaliado como uma “situação de emergência”.
“Erramos em nossas ações com as funcionárias, temos pedido desculpas para várias enfermeiras e faremos isso com as outras também. Elas não fizeram nada de errado”, disse Arthur Gianelli, presidente do Centro Médico da Universidade de Nassau (CMUN) na terça-feira.
Gianelli disse que as enfermeiras escaparam de punições porque a paciente não estava realmente numa situação de risco de vida, apesar do fato de que o diretor da enfermaria perinatal tivesse originalmente crido que ela estava. O hospital está elaborando uma nova política que, nas palavras de Newsday, “defina com mais clareza quando um funcionário de saúde pode recusar tomar parte num procedimento não emergencial. Diz também que o médico atendente deve declarar e documentar uma emergência médica”.
A atual política do hospital sobre o direito de os funcionários recusarem realizar ou ajudar em certos serviços de saúde declara que, “Funcionários da NuHealth têm o direito de não realizar ou ajudar em serviços de saúde que sejam contrários à sua consciência e convicções religiosas”.
Entretanto, declara também numa seção intitulada “exceções”, que, “as cláusulas precedentes não se aplicam durante uma emergência médica”. Diz também: “Se não é possível de forma lógica acomodar a consciência ou convicções religiosas de um indivíduo, o NHCC poderá excluir indivíduos que têm objeção aos serviços de saúde de empregos em posições pelas quais a realização de tais serviços é uma responsabilidade necessária e substancial”.
O CMUN confirmou para LifeSiteNews.com (LSN) a exatidão do relatório de Newsday, mas não quis comentar quando lhes perguntaram sobre sua política ou se eles obrigariam funcionários médicos a participar de abortos em “situações de emergência”.
Contudo, Matt Bowman, do Fundo de Defesa Aliança, apontou para o fato de que a lei de Nova Iorque e a lei federal “declaram como ilegal um hospital regulamentado forçar funcionários em quaisquer circunstâncias a participar de abortos com os quais eles não concordam. Não há exceções que permitam que o hospital às vezes force profissionais pró-vida de saúde quando quer, tal como se o médico aborteiro acha que o aborto é necessário”.
“Os motivos por que essas leis não permitem coerção às vezes contra funcionários pró-vida é porque os médicos aborteiros crêem que todos os abortos são medicamente necessários”, Bowman disse para LSN num email.
“O próprio aborto era ilegal logo antes que essas leis fossem aprovadas — é detestável para a liberdade religiosa americana achar que funcionários pró-vida podem às vezes ser forçados a ajudar em abortos”, continuou ele. “Até mesmo em gravidezes de elevado risco, onde o parto é necessário, matar diretamente a criança jamais é necessário, e funcionários pró-vida de saúde estão sempre dispostos a ajudar a tentar salvar tanto a mãe quanto a criança. Não há motivo médico ou legal que permita que hospitais forcem alguém a ajudar a matar uma criança”.
Embora evitando fazer comentários específicos sobre a política de Nassau, Bowman comentou que, diferente da política, “As leis que citei não têm exceções”.

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com / Escritura em Foco

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